Resolvi fazer um blog

Publicado em 11 de março de 2015

Resolvi fazer um blog.

Dizem que eles estão em baixa, mas, tudo bem, será meu espaço.

Não penso mesmo em ser muito lido, que não o serei. Na verdade, é porque de vez em quando sinto necessidade de dizer. E para mim dizer significa escrever. Ser ou não lido é outra história.

Claro, é bom saber que alguém leu e melhor ainda que tenha gostado, mas isso é quase um efeito retardado, de algum modo desvinculado do ato em si: o que importa é dizer, e isso se basta.

Concebo esse espaço mais ou menos como sempre o foi o Cruzeiro, o nosso Cruzeirinho, da Colina Melancólica, time de 18 torcedores.

Escreverei quando der na telha, porque nem sempre tenho o que dizer (raramente, só quando as defesas se debilitam, o vírus é ativado, mas aí não há outro tratamento). Nisso também imitarei o Cruzeiro, que sempre transitou entre a segundona e o fechamento do Departamento de Futebol, com raras aparições na primeira divisão.

Claro que o Cruzeiro foi capaz de algumas façanhas, como ter Moacyr Scliar entre seus torcedores ou empatar com o Real Madrid de Di Stefano no Santiago Bernabeu, feitos que estão longe das minhas ilusões. Talvez minha ambição máxima seja a de chegar a 18 leitores tão fiéis quanto eram os cruzeirenses.

E farei força para que não aconteça com o blog o que aconteceu com a Colina Melancólica: virar cemitério.

Por isso, seguirei escrevendo. Bissextamente.

Sei que o Cruzeiro foi campeão gaúcho em 1929, mas não me lembro de tê-lo visto sequer líder alguma vez na minha vida. Pois, no dia em que lanço o blog, ele dorme líder. É só por uma noite, mas gostei da coincidência.