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As palavras perdidas

Não sei precisar quando, mas perdi as palavras. De início, não percebi: sentava, iniciava um parágrafo, às vezes chegava ao segundo, e nada fluía. Logo – como acontece neste momento – sentia vontade de fugir, e fugir significava me perder pela internet ou me esquecer num jogo viciante. Passada meia hora, voltava ao texto iniciado e já não via nele conexão que me permitisse continuar. Até agora não sei se faltava qualidade ao texto iniciado ou me faltava ânimo para continuá-lo. Continuar lendo

As covas

Uma imagem vale mais que mil palavras. A máxima foi novamente confirmada hoje, com a capa do Washington Post, na qual se veem dezenas de covas abertas num cemitério de São Paulo, enquanto se realiza um enterro, no qual os funcionários usam roupas de proteção. Continuar lendo

Pensando na quarentena

A gripe espanhola aconteceu há cem anos, e matou dezenas de milhões de pessoas (50, 100?), num mundo cuja população era de 1,8 bilhões. Morreu entre 3 e 5% da população do planeta. Hoje uma pandemia que aponta número muito menor de mortes paralisa o mundo. Para comparar, mesmo a assustadora projeção de quase 500 mil mortes para o Brasil, por conta da omissão dos governos em seus vários níveis, representaria menos de 0,3% da população. Continuar lendo