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Onças e índios

Na minha infância há um sótão. O conheci pequeno, provavelmente levado por um irmão mais velho, para ver da claraboia uma enchente do Forromeco. Logo em seguida, o espaço me acolheu pelas leituras de antigas revistas e livros escolares, de capas duras e páginas amareladas, às vezes atravessadas por túneis de traças.
Foram anos de convivência, difícil no verão saariano sob o zinco, frequente no inverno ou nos dias de chuva, quando ali me esquecia por horas. Os livros, geralmente da Livraria Selbach, traziam miscelâneas de textos, em que se podia passar de Casemiro de Abreu a Esopo, de ufanismos pátrios a lições morais. Continuar lendo