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Assumi: sou politicamente correto

Associada Jenifer, favor dirigir-se ao caixa 5. Ouvi isso no alto-falante das Lojas Americanas, era 80 e tantos ou 90 e poucos. Evidentemente, Jenifer não era diretora da empresa. A associada – ou colaboradora, como também se usava – não ganhava um centavo a mais por ser chamada assim, e continuava tão mal remunerada como quando era simplesmente empregada.
A linguagem politicamente correta virou moda, e logo negro já não era negro, para tornar-se afrodescendente, favela virou comunidade e uma sucessão de outras palavras foi adotada para designar de modo mais suave as coisas que carregavam algum tipo de estigma ou conflito, como se a mudança léxica fosse suficiente para superar o problema. Continuar lendo