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As historinhas

Quando cheguei à Vara de Família do Partenon, me perguntaram se eu manteria a sala de audiências como estava. Fui ver: uma mesa oval, em torno da qual sentavam no mesmo plano juiz, promotora, defensores e partes; quadro negro na parede; brinquedos; revistinhas. Claro que mantive.

A mesa e o quadro eram iniciativa do Roberto Arriada Lorea, juiz que tinha saído, os brinquedos e revistinhas da Patrícia Zanchi Cunha e da Cassandra Sibemberg Halpern, promotora e defensora pública.

O ambiente era um convite a uma jurisdição humana, ao diálogo, à empatia. Confesso que tenho um quê de formal, e não usei todo o potencial oferecido pelo Lorea (nunca, por exemplo, cheguei perto do quadro), mas me encantei com as possibilidades oferecidas por uma sala dessas, na companhia de pessoas que acreditavam ser possível de algum modo contribuir para melhorar a vida de quem precisava do Judiciário.

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