Se lembro, não pode

Deixa eu ver se lembro. Os sistemas de governo se dividem fundamentalmente entre presidencialistas e parlamentaristas. No presidencialismo, a chefia do Estado e a chefia do Governo são concentrados na mão do presidente; no parlamentarismo, só a chefia do Estado cabe ao presidente (ou monarca), enquanto a chefia do Governo cabe ao primeiro-ministro, escolhido pelo parlamento em razão da relação de poder nele existente.

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O depois quando ainda era antes

Acontece mil vezes na nossa vida. Fazemos uma coisa, depois nos arrependemos. Geralmente são coisas simples, como comprar uma roupa e nunca usar, às vezes são maiores, raramente são comprometedoras, como quando a pessoa escolhe a profissão errada ou se arrepende do casamento; mesmo assim costumam ter conserto.

Sem conserto mesmo são aquelas que deixam uma mancha definitiva, da qual a pessoa não consegue se livrar. Imagino, por exemplo, que alguém que não seja psicopata nunca se esqueça de um ato de violência que praticou ou da falta de solidariedade a uma pessoa querida num momento em que ela necessitava. (mais…)

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Impeachment?

Num dia de grandes manifestações, em que não acredito haja uma identidade de propósitos entre todos aqueles que vão para a rua, mas vejo forte, inclusive entre os organizadores, o discurso do impeachment, penso que, mais do que simplesmente entrar na guerra das acusações recíprocas, é importante fazer ver aos tantos que pelas mais diferentes razões aderiram ao dia de protestos o quão antidemocrática é a tese do impedimento.

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A corrupção e as regras do jogo

Aloysio Nunes Ferreira quer ver Dilma sangrar. O desejo do senador do PSDB será realizado. Por uma série de motivos – polarização social, terceiro turno, crise econômica, percepção da existência de corrupção, hostilidade da grande imprensa, incapacidade de comunicação da presidente – teremos pela frente um período em que o Governo será acossado, não sairá da defensiva e terá sua legitimidade corroída.

A questão é: como isso terminará? É quase unânime o entendimento entre juristas e líderes políticos acerca da inviabilidade da ideia de impeachment, seja porque não surgiu até o momento qualquer indício acerca da responsabilidade da presidente, seja porque os oposicionistas mais sagazes veem como problemático o quadro que se desenharia em caso de impedimento.

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