Parceria do bem

Foi numa dessas manhãs chuvosas de julho. A caminho do Fórum, dial no 107.7, ouço a entrevista. Cecília Rheingantz Silveira, regente e coordenadora da Orquestra Villa-Lobos, fala da viagem que farão ao Rio de Janeiro para participar do XXI Seminário Latino-americano de Educação Musical e pede que os ouvintes ajudem com a estadia, comprando rifa de um kit da Orquestra.

Penso: vou comprar. Mas, em vinte minutos tudo pode mudar, e no tempo que separa minha casa do Foro do Partenon logo vejo a orquestra da Lomba do Pinheiro se embaralhar no meu pensamento com as Historinhas para ler durante a audiência dos pais.

 

Como vocês sabem, as escrevi principalmente para serem dadas às crianças que acompanham os pais às audiências. Por isso, não me preocupei em levá-las a uma editora e negligenciei sua distribuição para fora desse contexto. Quando perguntam em que livraria podem encontrar o livrinho, eu respondo que o fiz para os amigos e posso remetê-lo pelo correio.

Só que isso não funcionou muito. Não sei se os amigos são poucos, se não gostaram do livrinho ou mesmo se ficaram constrangidos de pedir, o fato é que não devo ter remetido mais de vinte pelo correio e pouco mais que isso deve ter sido distribuído pela Ajuris.

Claro, houve outros modos de distribuição: foram exemplares para escolas, para Varas de Família, para a Casa Viva Maria, sei que circularam alguns na Unisinos e no IPA, de modo que a edição de mil exemplares esgotou, e eu, ambicioso, dessa vez mandei imprimir mais três mil exemplares.

A questão é que não tinha ideia de como distribuí-los de modo mais eficaz. Cheguei a pensar em vendas, destinando o produto para alguma entidade, mas sem saber como fazer nem a quem destinar. Não que faltassem entidades para serem beneficiadas, porque há muitas, e que realizam trabalhos admiráveis. Ocorre que, de fato, não sabia operacionalizar.

Mas esses vinte minutos fizeram diferença: esqueci de comprar a rifa, mas procurei a Cecília. Fiz isso porque a Orquestra Villa-Lobos me dava dois motivos fundamentais para propor uma parceria: primeiro, é da Lomba do Pinheiro, de onde vieram tantos casais para as audiências que inspiraram o livrinho; segundo, é uma iniciativa que busca, por meio da música, a formação da cidadania de jovens da periferia, coisa na qual acredito muito para o mundo melhor que desejo.

Deu certo: a Orquestra Villa-Lobos topou. O acordo é muito simples: nos próximos três meses, ao invés de simplesmente enviar as Historinhas para os amigos que pedirem, vou solicitar uma contribuição, que será destinada à Orquestra.

Então, mesmo que não te consideres meu amigo ou tenhas ficado constrangido, agora terás um pretexto para pedir que envie o livrinho. Só não há remédio para o caso de o teres achado ruim. Ou melhor, remédio há, porque a Orquestra Villa-Lobos não tem nada a ver com as coisas que escrevo, e podes ajudá-la pelo mesmo motivo que me levou a fazer a parceria.

A ideia é estabelecer um valor de referência de R$ 20,00, o que não te proíbe de contribuir com um valor maior nem impossibilita o prosseguimento da remessa gratuita aos amigos que pedirem. O objetivo é o de que ao menos 300 pessoas peçam as Historinhas nos próximos três meses, de modo que nós – eu e você –, que estamos participando dessa parceria, tenhamos contribuído com seis mil reais para as atividades da Orquestra.

E nessa brincadeira há prêmios: de agosto a outubro, a cada final de mês, serão sorteados quatro kits da Orquestra, compostos por um belo livro em capa dura e um DVD, aos quais terei o cuidado de juntar um exemplar do livrinho, que vai de carona. Dois serão sorteados entre os que tiverem compartilhado esta mensagem, assim permitindo que mais pessoas tenham conhecimento da possibilidade de contribuir com a Orquestra; mais dois entre as pessoas que tiverem adquirido as Historinhas. Desse modo, serão ao final doze kits sorteados.

Mas, se você não quiser correr o risco de não ser sorteado ou tiver vontade de dar uma contribuição mais substancial à Orquestra, receberá o kit pelo valor de R$ 60,00, ganhando as Historinhas de brinde.

Se ainda estiver em dúvida, seja por não saber se vale a pena adquirir as Historinhas, seja por não saber se vale a pena apoiar a Orquestra Villa-Lobos, você pode, no primeiro caso, clicar aqui para acessar a versão virtual do livro e, no segundo caso, dar uma passadinha pelo perfil da Orquestra no Facebook e dar uma olhada no Youtube, a iniciar por trechos do documentário que acompanha as belas músicas do DVD.

Uma vez tendo superado as dúvidas e decidido adquirir as Historinhas e ajudar a Orquestra, você pode depositar o valor na conta especial da Escola Villa-Lobos e depois me passar o endereço para remessa por correio.

De minha parte, agradecerei por essa parceria, mas tenho certeza de que, muito mais que receber meu agradecimento, você se sentirá bem. Não pelo livrinho, mas por ter contribuído com um trabalho social desses que fazem a diferença. Isso eu garanto: após ajudares, vais te sentir mais leve, flutuando no ar. E talvez fique mais fácil responder qual é a paz que queres seguir.

Como proceder:

Efetuar depósito na conta número 06855633-05, agência 0156, Banco 041 (Banrisul), cujo titular é EMEF H Villa Lobos ORQ.

Se quiser receber o kit da Orquestra mais as Historinhas, o depósito mínimo é R$ 60,00.

Se quiser receber as Historinhas para ler durante a audiência dos pais, o depósito é em qualquer valor, com sugstão de R$ 20,00.

Efetuado o depósito, enviar mensagem para piodresch@gmail.com ou in box no Facebook, informando o valor depositado, a data do depósito e o endereço completo para remessa pelo correio.

Viu como é fácil participar desta parceria do bem?

A foto é de Ivo Gonçalves, PMPA.

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