Breve explicação sobre a outrora perseguida e hoje próspera seita dos histriões

São só cinco páginas, onde Borges esbanja sua erudição e genialidade. Por isso, sinto-me quase um profanador, ao fazer uso de Os Teólogos.

Como sempre acontece com minhas leituras anárquicas, seu teor não demora a vazar pelos buracos da pobre memória; pouca coisa delas permanece escondida em suas profundezas, como um resíduo que esqueceu de escorrer pelo ralo, e só por alguma improvável sinapse se dá a conhecer novamente. Quando isso acontece, procuro a fonte para me certificar de que não estou enganado e, nesse caso, reviver a experiência, quase confirmando a narrativa de Borges sobre a concepção herética dos monótonos, que professava a crença no eterno retorno, causado pelo caráter circular da história. (mais…)

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